
sábado, 4 de julho de 2009
glória é um momento silencioso

terça-feira, 16 de junho de 2009
frio e calafrios.
Tô em épocas de morte, em épocas que nada cura, só há uma continuidade de coisas que vem ao encontro que parecem criar gana para substituir a anterior. Fico estático esperando pela próxima, já que não consigo saber o que realmente está me movendo.
Eu não quero tratar nada que foi ocasionado por um remédio colocando mais um na pilha. Não é de hoje que me irrita pensar que sendo parte da maldita indústria, colocarei um sorriso na cara de um médico infeliz. Mas e agora? Há algo mais? Não, parece-me que eu paro por aqui, o resto das forças deixo para o mundo resolver.
O que é real é a confusão, isso tudo me faz confundir frio e dor, cozinha com banheiro, atividade com fadiga, e não paro de pensar se já não confundi minha vida com outra que cá estou projetando. Quando a claridade é comprometida, tudo se desloca diferente.
Vi hoje cedo o ônibus andando de costas, ninguém mais viu, vi hoje por um momento que inventei não querer ser mais sozinho, mas todos já inventaram, vi dos porquês que estou aqui, mas não admiti as razões. Eu não posso me jogar mais pra baixo, mas preciso parar já com os calafrios.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Dito e feito.
Continuando a série, "posts para o futuro" (eu fiz isso?), aqui vai um para você, (quando um dia resolver pesquisar num blog sobre o fato, algo totalmente plausível de acontecer) transeunte desconhecido, que até agora não sei como não me viu ontem descendo a rua de bicicleta, sendo que tinha mais cinco pessoas junto contigo e todas elas pararam num lugar seguro e você foi o campeão que pulou bem na minha frente.
Mas muito bem, esse post é pra dizer: esqueça as palavras que eu disse após ter me levantado do tão confortável asfalto e as troque por: "E aí cara, você se machucou?"
Ok, sem ressentimentos. Por hoje é só.
p.s: Quero mandar um salve pro professor de Biologia aqui do colégio, Rodolfo, que alguns dias antes citou gentilmente a "lei de Murphy" numa conversa sobre capacete e eu vir pro colégio usando-o. É, ontem foi o primeiro dia que não fui de capacete. Valeu professor, um abraço.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Vai matar.
Ok, em panos limpos, falo do caso do acidente do filho do prefeito de minha cidade natal. Dessa vez, temos uma cena que tomou conta de noticiários locais e mais, o que considero mais importante, está em todas as rodas de conversas. Claro, isso na minha visão e no meu caminho, mas juro que fiquei impressionado que em um dia de idas pra lá e pra cá, só escutei conversas sobre isso.
A pergunta é: Será que vamos assistir ao indivíduo sair impune e abalo algum teremos num campo maior, o político? Ou será uma oportunidade para abrir uma caixa suja dos Ribas Carlis e consequentemente dar vida à revoltas? Se sim em qualquer dos casos, quem os fará? Quem vai se aproveitar da situação? Quanto de dinheiro vai passar por aí? Quais tramóias serão envolvidas? Acho que ninguém ao certo tem pistas, ainda.
Acho que esse post vai servir de uma caixinha perdida no tempo. Um dia volto aqui e leio de volta. Só espero que não fique tão decepcionado, mais uma vez. Algum palpite?
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Apenas uma imagem estranha
Comigo é simples: se num determinado periodo de tempo eu começo à notar que minhas respostas aos "tudo bem com você?" começam a repetir com uma afirmação entusiasta, já posso presentir que logo o vento vai virar. Se eu começar então à soltar nas respostas que "ando feliz", aí então nem é mais presentimento. Sei que logo tudo vai abaixo.
Tais ciclos não são de todo mau, acho que tudo acaba servindo como aprendizado (ou não?). Aliás, fato é, que imagino que situações similares aconteçam com todo mundo, o que muda é apenas a interpretação de cada indivíduo.
Pessoalmente, o que acho ruim dessa coisa toda é que mesmo dedicando um tempo à reflexões, as coisas vem sempre de uma forma diferente e aí não sei se estou preparado para enfrentá-las, ou melhor, nem sei se quero ou se consigo.
Dessa vez tá tudo muito rápido, tudo muito longe. Não é só sair de casa e encontrar todo mundo. São muitos kilometros pra lá e pra cá. Eu não consigo nem saber quem é que me esperaria para uma conversa franca, ou mesmo se eu conseguiria ser totalmente franco.
A imagem estranha que vi ao deitar foi eu pisando em um quebra-cabeças e algumas peças iam afundando com meus passos numa água que ainda está limpa. As peças tinham imagens de rostos que não me são estranhos e lá embaixo eles se davam as mãos, mas ao afundar... elas se soltavam.
Penso que velocidade tem duas faces: a primeira é que, tendo um vento tão forte batendo em seu rosto, poucas coisas se prenderão à você; a segunda é que, tendo tantos destinos vindos depressa ao seu encontro, você irá guardar lembranças demais para lidar depois.
O coração precisa ser forte quando as pernas se sentem fracas.
segunda-feira, 16 de março de 2009
duas partes
parte 01
Quando no primeiro emaranhado você se fez presente, eu poderia ter já previsto o depois, mas o apagar das luzes só abre precipícios entre um quase real e a mera ficção. Na estrada tudo se mistura, uma falha boba e um arrependimento real, algo como seria os doces e salgados temperados por aquele veneno com gás.
Nada que entope pode um uísque curar; sim, Johnny pedia para me levantar e andar, quando tudo que estava ao meu alcance era sentar-me na natureza da passividade. Era o Rotten.
Se o olhar compensa? Não sei, é difícil dar um palpite quando duas décadas te separam. Em ambas você é linda, e em ambas eu estou bobo. Egoísta sim, mas as linhas surgem apenas algumas horas depois, sabe? Então, o que esperar?
Eu só queria o que os toques me proporcionaram da primeira vez, um encontro de marés que pareciam distantes e que.. eu, de toda forma, pude sentir.
parte 02
Como é sentir-se em casa? Está claro. Não há TV, banheiro, quarto, colchão ou cheiro que me convença. São apenas pessoas, são elas que me fazem viver. Aprendo cada dia mais sobre a palavra "simples", vejo que aqui mora a complexidade que desabrocha na maior beleza que meus olhos, de fato, vêem.
Eu nasci junto com minhas próprias críticas, penso: se há tanta desgraça e quem as causa somos nós, porque então fico imerso como um sonhador? Bom, dane-se qualquer repetição gramatical, está claro novamente, isto é por vocês, pessoas.
Vocês que me põem pra dormir e me acordam; me conduzem por ruas novas e me buscam à qualquer horário. Vocês que se importam com minha saúde e com meus planos. Só não digo que me sinto como um rei, porque qualquer rei é tolo, ele não pode saber como é sentir-se igual e nem pode abraçar os personagens. Não há lugares como nossas casas.
quarta-feira, 4 de março de 2009
estou vendo hoje
Eu não sei como tudo aconteceu, sei que isso se tornou meu principal meio de transporte, meu principal esporte, minha principal diversão, meu objeto de pesquisa.Faz parte de minha vida, de meus objetivos futuros pessoais, de que desejo para relações interpessoais, etc etc etc.
Por tudo que tenho, por tudo que penso e realizo, eu sinto muito em olhar para olhares que veêm algo tão simples e julgam tão complicado.
É, é sério... é como tirar as rodinhas laterais e se jogar no aprendizado, é como soltar as mãos do guidão e fechar os olhos enquanto o vento bate no peito. Pra mim, é isso. Nada mais, exceto tudo.
na foto: Giant Bowery ' 72.
